quinta-feira, 4 de julho de 2013

Ressonância...

Olhando assim, preso emocionado olhos,
Já que não nos cabe nas mãos, incitar as águas
E todas as válvulas, artérias
e subclávias do Amor.
A todo esse fluxo à beira do Mar de tão - finito.
Porque desmisturamos o simplório.
Soubera eu da facilidade palpável do seu imediato.
Minha ressonância vibrante,
meu ventrículo esquerdo,
pulsátil - visceral.
E veio,
viu,
mas não me olhou...
Passastes junto, suspirou,
mas não quis me apreender.
Tão na pele,
descomprimia a falta,
os óstios – meu bem-querer.
detalhe a perfumar meus trilhos,
Minhas vértebras, raízes desalinhadas,
passa-te devagar.
Olhando assim, bem aqui no cume mais alto
Vejo mirantes do Sol te desenharem
Tuas dimensões deambulam sob meus cílios
Cumprem teu florescer em mim
Meu atlas, tua nota maior,
sentido meu.
Afagos e coleções de memórias me namoram
bem à nossa margem, oceânica.

(Fernanda Fraga)
*Imagem do Google, site específico da imagem não encontrado.

2 comentários:

Arianne Barromeü disse...

Fernanda, eu não sei por que, mas essa sua lindíssima poesia me parece um sonho. Daqueles sonhos que a gente sonha dentro de um sonho. Maravilhoso!

Abraços, Arih

Mikaele Tavares disse...

Bela poesia!! A gente chega a ter sonhar, falta só realizar =]