Ela é Sol banhado da imensão de clareias. Claráguas fez ela em ti. Porto de encontro em farol iluminado de lonjuras. Auroras unindo pontes d´uma geleira azul perene. E nós, vamos por entre as plumas e flocos de neve, em nuvem navegante. Uma clara água que deságua por aqui. Alva alma que acalma os bandolins.
Por ser etérea de sabores untados e embebidos de Céus, e beijos feitos no caminhar. Ela ainda segrega nas pontas de seus dedos, seus afagos; que ele deixou com canelas e caramelos. Afinal, os lábios dela também se tornaram arquipélagos seus. Claras águas de ilhas e ilhéus. Um oceano infinito que se abriu desmachando arcenais de urgências ali contidas.
Ternura vertente nas águas e dunas. Uma comunhão de floreios que ambos se desmachavam um ao outro. Por entre as reticências, foram entregues; que ele a faz respirar leve e a faz sentir as estrelas no céu de sua boca.
(Fernanda F. Fraga)
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