sexta-feira, 10 de junho de 2011

Componho: Uma Canção Pra Você



                                                         Uma Canção Pra Você
                                          

Hoje, eu canto o Amor
A canção mais terna,
Que faça te despertar
Do outro lado dos montes
E contemplar-me.

O coro mais belo, afinado!
A declaração de um Amor complacente!
Onde apascento os rebanhos do meu Amado

Por vezes a conduzir o vento
Vou dedilhando notas, ante todo sentimento.

Hoje, eu canto esse Querer
Musicado, afinado, esculpido
Por flautas, pianos e violões benditos

Hoje, eu canto a inspiração
Transpondo seu encanto
Da minha respiração, nos versos continuar!

Na maestria do Amor, a reger
Como um concerto a quatro mãos
Nas cordas, flautas, pianos e violões benditos
Componho: uma canção pra Você!

                                           (Fernanda Fraga)
PS.: Para Você ressonância da minha própria Alma.


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quarta-feira, 8 de junho de 2011

(...) Aguando lábios meus sequiosos de Você...

E eu amei sem te conhecer. Um desconcerto desnudo em ver-te na pele de dentro. De um Amor farto. Cuidadoso. Eu amei Você assim, sem reservas. Distraída. Preso a mim, solto aurora esculpida nos tornos das minhas mãos. Lancei-te ávida assim em lua cheia embebida. Pôr-do-sol premeditado, aguando lábios meus sequiosos de você.

(Por Fernanda Fraga)

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Trazendo Você, com um beijo em minha face!



Face a Face
                                              
Deixe o vento...
Tocar aqui no meu rosto
Deixe que ele me afague
Docemente.

Que ele lhe toque
E lhe deságüe

Não impeça esse beijo!
Apenas, deixe!
Permita-se!
Que ele traga no arco ligeiro
Partículas de Saudade
Gotículas de Você

Deixe, então...
Ele tocar, beijar-lhe!
Vestir seu perfume sândalo-jasmim!
E envolver-se em seus largos braços Querubim!

Deixe...
Que no seu vôo ligeiro.
O vento leve baluante
Veleje campinas e campestres
Norte, Sul, Leste, Oeste!
Trazendo Você
Com um beijo em minha face!

Ó vento...
Com seu passo ligeiro, cintilante!
Vem sem demora
Beije meu semblante
Dispa-me, e leve todo meu perfume.
Todas minhas partículas,
E veleje, no vôo leve, baluante
Por entre montes e avereste.
Esculpindo intacta toda sua veste.

Veleje, veleje, veleje
E assim, deixe.
O vento afagar seu semblante
E com ele trazer para você.
Meu beijo...
Com os aromas das campinas e campestres
Permita então...
Ele abraçar
Com meu suave perfume.

E assim...
Faça desse aroma, sua veste.
Deixe-o ele trazer
Partículas da minha Saudade
Gotículas de todo meu ser.
Quando ela tocar-lhe face a face.

Deixe, deixe, deixe...
Que seu vôo leve, baluante
Veleja campinas e campestres.
Norte, Sul, Leste, Oeste
Trazendo Você
Com um beijo em minha face!

(Fernanda F. Fraga)

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domingo, 29 de maio de 2011

(...) Adentrar no que o outro é...


“Eu amo tanto de um amor tão duro, que a praga do amor só me guerreira.
O amor é soco que arrebenta muro,
O amor é faca que desata veia”.
(“amor 5”, Romério Rômulo Campos Valadares)

Já se vê nas lojas, nos shoppings os coraçõezinhos nas vitrines, a cor vermelha predominando: a paixão. Dias dos namorados se aproximando. É um o cordel encantado: de versos, rimas, bilhetinhos, flores e rosas. Os casais já se aglomerando nas praças, nos cinemas e por aí vai. Mil e uma coisas a se pensar: em laços de fita e papéis de presente. Vai se abrindo um encontro de almas afins, em menos de 15 dias, o requinte: o amor.  Mas o que me fez pautar esse assunto é qual será o real motivo de tantos encontros e desencontros? Às vésperas desse dia, me deparei com tantas situações, términos de namoro, amigos em situações que não mereceriam está vivendo.

Sabe, lendo esse trecho do poema aí acima, eu pude sentir um “soco”, um corte silente, uma dor tremenda. Me senti quebrada a mil pedaços. Como se eu tivesse sido pega no susto, perdendo o ar. Tantas coincidências nessa estrofe, o autor... Etc., por quê? Eu sei. E não vou mencionar o porquê disso. E de todas as formas o Amor dá uma rasteira na gente, pode ser uma dor de uma distância, de um amor traído, amor platônico, ou próprio do amor-amor. E o mais trágico é que quando esse “golpe” bate em nossa porta, a primeira coisa que fazemos é recolher-se, fechar as janelas, as cortinas e não querer vê se quer o sol, a luz dele entrar no lado de dentro da gente.

Talvez seja um recurso que usamos e enclausuramos o amor. E eu tenho um pouco de um amor enclausurado, rs. Não há como ver, descobri, mas hoje em dia é tão complicado manter um relacionamento, ou menos encontrar alguém em especial, aquela pessoa que te fará ouvir os sinos tocarem, ou as tais borboletas no estômago. A gente se protege desses sinais que vida dá, por medo, insegurança e tantas outras coisas que nos deixa mais desconfiados. E fechamos a porta.

Posso dizer que já passei por muita coisa nessa vida, de todo o tipo, já senti essa dor aí descrita tão bem pelo poeta, já amei assim. Já vi a textura tênue desses amores: da pedra bruta, do linho, a pura seda. Já tive meu coração partido inúmeras vezes, sagrando e ficou assim por muito tempo, hoje só tem uma marquinha, uma leve cicatriz. Não tive dia dos namorados. E aproveito para deixar um recado para vocês menina(o)s: - Não se humilhem a amor nenhum, principalmente quando outro, não está nem aí pra você. Ilumine as fendas do seu coração, para qualquer rasteira que vier a ter (mesmo na dor), você terá a luz do Alto te inaugurando a verdadeira primavera.

E eu posso até ser “piegas”, e mesmo que seja um clichê digo-lhe que creio ser uma menina de coração bom, legal, inteligente, batalhadora. Às vezes neurótica... E não mais e não menos vou usar o linguajar do nosso bom mineiro: parece que o trem não vinga gente... É um aperto grande, parece que as pessoas mofaram os sentimentos. Por mais que nosso coração, nossa alma peça, anseie, deseje. E elabore gigantescos históricos para nos avançar ao outro. O que tecelã a alma não define a cor da linha. Parece que ter um bom coração, ser carinhosa, ser batalhadora, ter bom papo, cuidar-se e deixar ser cuidado, se transformou em um “defeito”. Parece uma chuva dificílima de tocar a aridez desse sertão mineiro da nossa alma, sabe? Sem defesas, de um beijo esculpido nos ventos do norte. Penso que em meio a nossas imperfeições e esquisitices, o fato de ligar para alguém que estamos perdidamente, incondicionalmente apaixonadas*, dá o entender que estamos pegando no pé, e se não ligamos, parece que não temos interesse nenhum, ou não queremos ser inconvenientes. Queria poder entender esse raio que parte os corações humanos, parece que há uma cortina, um véu, uma pele para ser desfiada, até se adentrar no que o outro é.

Mas qual seria o melhor presente, quem ousaria desembrulhar o outro?

(Fernanda F. Fraga)
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domingo, 22 de maio de 2011

(...) Nota pautada por Lírios seus...

Pronto...
Eles voltaram. Ressoando a ternura aos meus ouvidos como da última vez. Rima solta edificada. Uma abrasadora brisa de violinos e Serafins. Solfejos revelados. O que desatina e afina o coração da gente. Vai dando voltas e fecundando refrões. Aquele verso, aquela versão.

Nota pautada por Lírios seus. Em sedas e lençóis Outonais. Por isso que, por vezes alguns canais se entrelaçam e se mostram tão preciosos, musicados por suas mãos. Mão forte, ouvido atento.

E sinto o sereno - Ser, de Anjos trafegando meu espaço. Tocando timbres de violinos e Ele presenteia-me com beijos vindos do Alto. Talvez um jeito bordante de a vida tocar as freqüências. Os ares de almas e corações longínquos. Untar as vertentes dos sons dos Céus e os da Terra.

(Fernanda F. Fraga)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Querer...



Eu queria tanto, mas tanto você, que fosse como uma flor que caísse; na palma da minha mão.
(Fernanda F. Fraga)

 

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domingo, 24 de abril de 2011

"Porque eu quero o confessável"...

A maior confissão que eu li e me encontrei verdadeiramente; foi em você. E não me escondo disso.
Um infinito novelo de linhas costuradas. Tecidas em palavras, moldadas nas entrelinhas por pedaços dos meus desejos; que são seus.                                                 
Que posso ser muito mais que nossos versos soltos alinhavados noite à dentro.
Tecidos em tantas verborragias subentendidas. E moldadas nessas letras, pedaços dos meus anseios que colhes; a cada sorriso que me arranca. Levando em sua alma: partes de mim.
Porque eu quero o confessável. Embora às vezes eu esconda meus olhos, desconverso situações, mas no meu peito pulsa no mesmo instante em que seus versos tocam meus segredos mais bonitos. 
Quero entrelaçar esses laços, encurtar as distâncias, selar corações. Ser o trecho grifado nessa história.
Quero sair de uma vez desses esconderijos desencantados, de sonhos ilusórios, sabe?
E ser sim, pausa longa quando pedires colo e uma reticência plena de beijos...
Em segredo que prefiro brindar todo esse carinho. Não de uma vez; mas gota por gota. Pacientemente...
Assim é mais saboroso. É um vinho mais completo, é uma presença sem medida. Que é degustada nos meus lábios um registro do que é você para mim. Um aconchego, um abraço sempre entregue, um beijo demorado.
De fato o amanhã é um tempo que nos refina, que nos prepara dentro de nós. Que nos comunga.
Que vai lapidando com minhas mãos pouco a pouco aquele quadro que desde então tenho pintado para você.
Agora me reinvento e vou ornando aquele Monte e brindo do seu Cálice para sanar essa sequidão de urgências. E tento descomplicar o óbvio, o que é evidente entre mim e você.
De pés no chão também já vou arando a terra da minh´alma. Para que tão-somente você chegue sem cismas. 
E como uma contemplação revelada, deliciamos nessas sílabas; que se escorregam de nossos lábios: uma deliciosa confissão, um riso encantado; uma afinidade liberta.
(Por Fernanda F. Fraga)


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